Slow Fashion


Quando era pequena, todos os sábados de manhã acompanhava a minha mãe e a minha avó à retrosaria da minha cidade natal, ver as novidades nos tecidos, comprar os botões para a peça que estaria a ser confeccionada na costureira naquele momento. Practicamente toda a minha roupa era confeccionada pela costureira e as malhas tricotadas que usava eram feitas pela minha avó. Cada vestido, cada camisola era uma peça única. Contavam-se pelos dedos de uma mão as peças de roupa que a minha mãe me comprava. Recordo-me ainda, já na minha adolescência, as idas ao roupeiro da minha avó, onde ela guardava todas as peças de vestuário desde a década de 40 até aos anos 90. Eu adorava escapulir-me para lá com ela, experimentar a roupa, ver os diferentes materiais e detalhes, ouvir as histórias associadas a elas. Era fascinante a a individualidade de cada pessoa dessa historia traduzida numa peça de roupa. Ainda hoje tenho 3 vestidos das décadas de 60 e 70 em perfeitas condições, que me acompanham para onde quer que vá.